Como afirma José Queiroz Pinheiro, professor no curso de Psicologia da UFRN, “todas as chamadas questões ambientais são na verdade questões humano-ambientais, refletindo não uma crise ambiental, mas uma crise das pessoas-nos-ambientes”. Assim, a Psicologia, como ciência das relações dos seres humanos com toda forma de alteridade, deve se voltar sobre a relação homem-ambiente para identificar aí os conflitos que têm levado nosso planeta à exaustão e ameaçado a continuidade de nossas formas de vida.
No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), podemos dizer que o Curso de Psicologia da PUC-Betim está inserido definitivamente na questão ambiental, através do Grupo de Estudos em Psicologia Socioambiental, que faz parte do NEPPSO (Núcleo de Estudos em Psicologia e Processos Sociais). Esse grupo promoveu uma caminhada ecológica no último dia 29 de maio e se prepara para novos desafios.
No próximo semestre, o grupo irá desenvolver uma pesquisa, financiada pelo FIP (Fundo de Incentivo à Pesquisa), no Parque Estadual da Serra do Rola Moça. A pesquisa visa investigar a compreensão das significações envolvidas na relação de grupos religiosos com o Parque, uma vez que diversos incidentes têm sido observados ali, como incêndios promovidos por oferendas religiosas ou fogos de artifício e excesso de barulho provocado por cultos. Com a pesquisa, o Grupo de Estudos em Psicologia Socioambiental pretende contribuir para uma educação ambiental que considere a especificidade dos valores cultivados pelas comunidades religiosas do entorno do Parque.
Assim, é possível fazer da ciência psicológica uma ferramenta para a construção de uma forma de vida mais sustentável.
Um comentário:
Caro professor
como sempre mais um ótimo post no seu blog, é muito bom ver o trabalho q desenvolvemos com vc ter esse tipo de divulgação!
Postar um comentário