terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pesquisa no Rola Moça está em andamento

Está em andamento a pesquisa "Compreensão das significações envolvidas na relação de grupos religiosos com o Parque Estadual da Serra do Rola Moça". O estudo, projetado e empreendido pelo Grupo de Estudos em Psicologia Socioambiental da PUC-Minas Betim, tem o patrocínio do Fundo de Incentivo à Pesquisa (FIP) e está na fase de identificação dos grupos religiosos que frequentam o Parque. O objetivo é proporcionar um conhecimento amplo das práticas religiosas realizadas naquela unidade de conservação, de modo a orientar ações de integração e de educação ambiental com a comunidade do entorno.
Os acadêmicos Breno Ribeiro e Jakeline Lara (foto) estão empreendendo a coleta de dados.

CRP-MG REALIZA I SEMINÁRIO MINEIRO DE PSICOLOGIA AMBIENTAL

Com o intuito de dar visibilidade à Psicologia Ambiental, área recente de atuação, portanto ainda desconhecida por muitos como potencial campo de trabalho, o Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG) realizou o “I Seminário Mineiro de Psicologia Ambiental” nos dias 19 e 20 de agosto, em Belo Horizonte.
O evento, que teve como tema central “A Psicologia no contexto da Educação Ambiental – uma visão transdisciplinar”, contou com a presença de psicólogos, biólogos, professores e educadores ambientais. Os convidados compartilharam experiências adquiridas em diversas áreas oferecendo aos participantes exemplos de como fomentar a inserção e atuação do psicólogo nas políticas públicas de meio ambiente.
Doutor em Psicologia Ambiental pela Universidade do Arizona, EUA, José Queiroz Pinheiro convidou aos presentes a criar, formalmente, a Psicologia Ambiental Mineira. Pinheiro acredita que a partir das experiências mostradas no Seminário é possível trabalhar para a consolidação desse campo de trabalho em Minas Gerais.
Na ocasião, foi dado o primeiro passo para a formação de uma Rede Mineira de Psicologia Socioambiental.



domingo, 20 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Oikos promove caminhada em Ipoema

Oikos Brasil – Espiritualidade Ecológica promove sua 3ª Caminhada Ecológica, no dia 19 de junho, sábado, em Ipoema, a 80 km de Belo Horizonte. O percurso, com 8 km e nível de dificuldade médio, inclui cachoeiras e mirantes. O preço é R$ 50,00, incluindo transporte, lanche de trilha e almoço. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail eserbhz@yahoo.com.br até o dia 13 de junho.

sábado, 5 de junho de 2010

O Dia Mundial do Meio Ambiente e a Psicologia

Como afirma José Queiroz Pinheiro, professor no curso de Psicologia da UFRN, “todas as chamadas questões ambientais são na verdade questões humano-ambientais, refletindo não uma crise ambiental, mas uma crise das pessoas-nos-ambientes”. Assim, a Psicologia, como ciência das relações dos seres humanos com toda forma de alteridade, deve se voltar sobre a relação homem-ambiente para identificar aí os conflitos que têm levado nosso planeta à exaustão e ameaçado a continuidade de nossas formas de vida.

No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), podemos dizer que o Curso de Psicologia da PUC-Betim está inserido definitivamente na questão ambiental, através do Grupo de Estudos em Psicologia Socioambiental, que faz parte do NEPPSO (Núcleo de Estudos em Psicologia e Processos Sociais). Esse grupo promoveu uma caminhada ecológica no último dia 29 de maio e se prepara para novos desafios.

No próximo semestre, o grupo irá desenvolver uma pesquisa, financiada pelo FIP (Fundo de Incentivo à Pesquisa), no Parque Estadual da Serra do Rola Moça. A pesquisa visa investigar a compreensão das significações envolvidas na relação de grupos religiosos com o Parque, uma vez que diversos incidentes têm sido observados ali, como incêndios promovidos por oferendas religiosas ou fogos de artifício e excesso de barulho provocado por cultos. Com a pesquisa, o Grupo de Estudos em Psicologia Socioambiental pretende contribuir para uma educação ambiental que considere a especificidade dos valores cultivados pelas comunidades religiosas do entorno do Parque.

Assim, é possível fazer da ciência psicológica uma ferramenta para a construção de uma forma de vida mais sustentável.

domingo, 30 de maio de 2010

Caminhada Socioambiental amplia o olhar sobre Igarapé


Foi mais ou menos assim: começou meio de leve, dando a impressão de que seria um passeio pelo campo...

Depois a trilha foi ficando mais íngreme, de vez em quando alguém ia ao chão...

E chegou a hora de escalar a Pedra Grande, uma formação rochosa, de onde se avista toda a região de Igarapé, o Sistema Serra Azul e as cidades em volta.


Mas, depois de alguns tombos e muito cansaço, o grupo de Psicologia Socioambiental da PUC-Betim teve uma verdadeira aula de gestão ambiental com o Sr.Cléber Lúcio (em pé, de verde), Diretor de Meio Ambiente da Prefeitura de Igarapé. Dessa aula podem nascer projetos de parceria entre a Prefeitura e o Curso de Psicologia da PUC-Betim.

Minicurso com Michelazzo foi um sucesso

Quem participou do minicurso de Iniciação à Análise Fenomenológico-existencial, com o Prof. Dr. José Carlos Michelazzo, ficou com um gostinho de "quero mais". Os 60 participantes tiveram quatro horas de aula sobre o pensamento de Heidegger aplicado à Psicologia, de uma maneira instigante e inspiradora. Infelizmente muitas pessoas que desejavam fazer o curso não conseguiram vaga. Mas, se depender da coordenação do curso de Psicologia na PUC-Betim, vem mais cursos de Psicologia Existencial por aí. Veja abaixo, fotos do evento.

 
Acima, almoço oferecido por Wilson Leite ao Prof. Michelazzo. Todo mundo aí é professor de Psicologia Existencial. Da esquerda para a direita: Lizandre, Maria Francisca, Michelazzo, Wilson, Eliana e Éser.

Seminário de Psicologia e Educação Ambiental é antecipado

Na última reunião do GT de Psicologia Socioambiental do CRP, foi decidido antecipar a realização do Seminário de Psicologia e Educação Ambiental, para melhor conciliar as agendas. O evento acontecerá na PUC, em 19 e 20 de agosto. Aguardem mais notícias.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mais informações sobre a caminhada

Local de Encontro: Praça Miguel Henriques, Centro de Igarapé, em frente à igreja católica.
Horário: 7:00 horas
Limite de Vagas: 20 pessoas
Guia: Cléber Lúcio (Diretor de Meio Ambiente de Igarapé)
Percurso:
• Caminhada ecológica até a Pedra Grande
• Almoço- Sítio do José Roberto
Tempo de caminhada: 2 horas
Preço do almoço e uso do sítio: R$ 20,00
Horário de volta: 13:00 horas.
O que levar:  Bermuda, calçado confortável, garrafa d’água, protetor solar, boné.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

GT do CRP-04 discute Psicologia e Educação Ambiental


O GT de Psicologia Socioambiental do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais continua seus trabalhos. Em nossa última reunião, realizada em 16 de abril, traçamos planos para a realização de um Seminário de Psicologia e Educação Ambiental, em setembro próximo.

DASEIN FUTEBOL CLUBE

Este aí é o "Dasein", time do 8o. período do curso de Psicologia da PUC-Coração Eucarístico. O desempenho não tem sido dos melhores, mas a integração tem sido muito boa. É o único time que tem um professor na escalação. De pé, da esquerda para a direita: Paraíba, Vítor, Mateus, Vermelho, Éser. Agachados: Edson e Cajú.

terça-feira, 16 de março de 2010

Justiça social-Justiça ecológica

Por Leonardo Boff *
Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.
A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há, 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.
Essa anti-realidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.
A segunda injustiça, a ecológica está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de “O terremoto populacional” escreveu no New Scientist de novembro de 2009: “os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos pais mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões”.
Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.
Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?
Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso país é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.
* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor